sábado, 28 de março de 2009

Facas, andidumping e outras armas

Prezados, Desculpem a demora em atualizar o blog, mas estava com horas faltando no dia!
Não sei se vai ter alguém que vai concordar comigo, mas não adianta chegar em uma reunião de cúpula e dizer "não ao protecionismo" e já no caminho de casa ir construindo os muros.
Pois bem, esta semana estive na reunião preparatória para a Cúpula de Londres (Reunião do G-20), que será realizada na semana que vem, e que contou com a presença do ilustríssimo primeiro ministro Britânico Gordon Brown que condenou veementemente a elevação do número de barreiras tarifárias e não-tarifários ao redor do mundo, mas não falou absolutamente nada dos subsídios agrícolas que a Europa distribuí para suas vacazinhas.
Ora, parece um contra-senso um país que alcançou sua revolução industrial com base em medidas protecionistas extremas (sim, foi exatamente isso que aconteceu!) pedir agora para que países em desenvolvimento deixem suas economias completamente abertas e que arquem com todo o peso dessa crise.
O protecionismo tem seu valor sim! Por isso, creio que o que deveria ser feito é buscar utilizá-lo da melhor forma possível, em outras palavras, defender o que vale a pena ser defendido. Exatamente o contrário do que está fazendo a Argentina neste momento.
Esta semana, nossos hermanitos instauraram outra investigação antidumping contra as exportações de China e Brasil de facas profissionais. Parece absurdo, mas novamente, o preço do produto brasileiro foi acusado de causar dano ao produtor argentino, da mesma forma que a faca chinesa! Os danos para o produtor brasileiro (que tem a argentina como um de seus principais mercados) são terríveis, mas pior é para o consumidor argentino, que não tem um produtor local eficiente e terá que pagar mais caro por um produto de menor qualidade.
Assim, antes de Sir Gordon Brown chegar aqui e gritar pelo "não ao protecionismo", creio que seria mais útil ele nos ensinar como utilizá-lo como instrumento de desenvolvimento, pois a Inglaterra foi a mestre nessa arte, e adivinhem quem foi seu principal discípulo? Exatamente os Estados Unidos... Um dia desses eu conto a fábula do livre-comércio com mais detalhes

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