Pois é, o último golpe protecionismo argentino contra o Brasil atingiu diretamente o mais tradicional produtor de talheres do Brasil, a Tramontina. A indústria brasileira que já sofria com a recessão dos Estados Unidos, e com o aumento de alíquotas de importação no Equador, agora terá que arcar com uma sobretaxa de 413,43% em suas vendas para a Argentina.
É evidente que uma sobretaxa desta monta tira a Tramontina do mercado argentino, pelo menos até a decisão final do governo argentino sobre o caso. Sim, a medida é provisória, mas neste meio tempo a Tramontina vai ter que arcar com a perda de receita em um de seus principais mercados.
A verdade é que o livre comércio não é um jogo de um jogador só. Vale dizer que o talher brasileiro também sofre com os preços aviltantemente baixos praticados produtores da China (que por sinal também foi sobretaxado pela Argentina em 1450,21%). Cabe ao governo brasileiro reconhecer a importância desta empresa e oferecer a devida proteção no mercado interno, que será estrategicamente indispensável para mesma no atual processo de elevação de barreiras ao comércio, bem como de recessão dos tradicionais mercados consumidores.
Vale dizer que a Tramontina também poderá sofrer com a aplicação de uma medida de salvaguarda (outro mecanismo de defesa comercial, como o antidumping), em outro mercado estratégico, a Rússia.
(fonte: Resolución Nº 53/09 do Ministerio de Producción da Argentina)
The First CPTPP Panel Report
Há 2 anos
Nenhum comentário:
Postar um comentário